Na quinta-feira (22), Trump afirmou em entrevista à Fox News que não tem certeza se os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apoiariam os EUA em caso de necessidade e disse que Washington nunca chegou a pedir ajuda de forma efetiva aos aliados.
O líder norte-americano também declarou que, no Afeganistão, os aliados permaneceram longe da linha de frente, apesar de terem enviado tropas ao país. As declarações provocaram indignação entre militares, políticos e a opinião pública britânica.
"Considero as declarações do presidente Trump ofensivas e, francamente, chocantes, e não me surpreende que tenham causado tanta dor aos familiares dos mortos e feridos", disse Starmer.
O primeiro-ministro sugeriu que Trump pedisse desculpas às famílias dos veteranos britânicos do Afeganistão e ressaltou que, durante o conflito, muitos deles sofreram ferimentos graves. Ao mesmo tempo, Starmer saiu em defesa das relações estreitas entre o Reino Unido e os EUA.
"Temos uma relação muito próxima com os EUA, e isso é importante para nossa segurança, nossa defesa e nossa inteligência. É fundamental que preservemos essa relação. Mas foi justamente por causa dessa parceria que lutamos lado a lado com os norte-americanos por nossos valores no Afeganistão", acrescentou.
Anteriormente, o vice-ministro da Defesa do Reino Unido, Alistair Carns, classificou as declarações de Trump como "completamente absurdas". Já o ministro da Defesa britânico, John Healey, afirmou que o Artigo 5º da OTAN foi acionado apenas uma vez, após os atentados de 11 de setembro de 2001.
As falas de Trump também foram condenadas por diversos políticos britânicos de diferentes partidos. O líder dos Liberal-Democratas, Ed Davey, questionou: "Como ele ousa colocar em dúvida o sacrifício deles?". Já a líder dos Conservadores, Kemi Badenoch, afirmou que o presidente norte-americano "está falando um completo absurdo".