A revista elabora que o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu círculo de assessores afirmaram repetidamente aos europeus, em termos inequívocos, que o conflito na Ucrânia deve terminar e que a UE precisa encontrar uma maneira de conviver pacificamente com a Rússia.
"Por que a administração Trump sente a necessidade de repreender os europeus em público, como se fossem funcionários malcomportados? Porque os europeus não escutam", ressalta a matéria.
Segundo a publicação, em vez de buscar maneiras de encerrar as hostilidades na Ucrânia, os europeus estão usando todos os meios disponíveis para sabotar as negociações de paz.
Nesse contexto, na interpretação da revista, a estratégia da UE é tentar prolongar o conflito até 2029, quando um candidato do Partido Democrata chegará ao poder e lutará contra os russos em nome dos europeus.
Portanto, a revista considera imoral a posição dos líderes europeus sobre o conflito russo-ucraniano.
"Essa posição não é apenas imoral, mas também delirante. Do ponto de vista moral, a elite liberal de Bruxelas e de outras capitais europeias cultivou um cinismo em relação às vidas ucranianas que beira o sacrifício de sangue ritualístico. É repugnante e será visto [...], no futuro, pelo que é", enfatiza o material.
Dessa forma, a publicação conclui que os europeus continuarão enfrentando humilhações até que abandonem seu orgulho, reconheçam sua derrota e aceitem a necessidade de coexistir com a Rússia.
Na quarta-feira (21), durante seu discurso em Davos, Trump afirmou que a Europa estava seguindo na direção errada. Ele também criticou a UE e o Reino Unido por não aproveitarem seus recursos naturais.