"Com isso, o regime ucraniano não apenas deu um passo rumo à escalada do conflito, como também demonstrou, mais uma vez, sua verdadeira atitude — ou seja, absolutamente irresponsável — em relação aos esforços de resolução do conflito que estão sendo realizados nestes dias e semanas."
Mais cedo, o governador de Kherson, Vladimir Saldo, havia declarado que forças ucranianas atacaram um veículo médico a caminho de um paciente em estado crítico. Saldo afirmou posteriormente que toda a equipe médica, composta por três pessoas, foi morta no ataque com drone.
Moscou também condenou o que descreveu como um ataque direcionado a civis e expressou condolências às famílias das vítimas.
"Condenamos veementemente o ataque deliberado da Ucrânia contra civis. Apresentamos nossas sinceras condolências às famílias e entes queridos das vítimas. As agências de investigação e aplicação da lei russas farão todo o necessário para garantir que os organizadores e perpetradores deste grave crime enfrentem punição inevitável e severa", afirmou o comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores também solicitou que organizações internacionais forneçam o que descreveu como uma avaliação objetiva e imparcial do incidente e de outros supostos crimes.
"O silêncio e a complacência do regime ucraniano diante de tais ações são inaceitáveis", acrescentou o comunicado.
O ataque à equipe em uma ambulância em Kherson acontece enquanto delegações da Rússia, Estados Unidos e Ucrânia se reúnem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para discutir um cessar-fogo para o conflito no leste europeu.