De acordo com o direito internacional, um chefe de Estado soberano goza de imunidade jurídica absoluta, relembrou Riabkov.
Nesse sentido, prosseguiu o vice-ministro, o simples fato de um presidente de um Estado poder ser submetido a "ações tão arbitrárias e ilegais por outro país" é completamente inaceitável.
"Entendo que o governo dos EUA tenha uma abordagem diferente sobre isso. Mas nossa posição permanece inalterada. Desde o momento em que soubemos do sequestro do presidente venezuelano, levantamos a questão de sua libertação em sua totalidade."
Na madrugada de 3 de janeiro, tropas norte-americanas invadiram Caracas e sequestraram Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, que foram raptados para os Estados Unidos, onde estão em cárcere desde então. Segundo Washington, o casal é responsável por favorecer o tráfico de drogas no país.
Desde então, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o governo do país como presidente interina.