Operação militar especial russa

Zelensky deve entender que EUA podem o eliminar como aliado ineficaz, diz analista

No âmbito do processo de negociação com a Rússia, os Estados Unidos não se apegarão à figura do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, que se tornou um fardo para Washington, opinou Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA.
Sputnik
Davis salientou que Zelensky pode enfrentar um tratamento muito mais severo do lado estadunidense.

"O lado russo tem alavancas de influência, meios e recursos. Para eles, [a Ucrânia] é uma úlcera que os atormenta há mais de uma década. E eles não vão permitir que ela siga em frente. Mudança de governo e desmilitarização", ressaltou.

Nesse contexto, o analista sublinhou que os russos não vão permitir que Zelensky continue a governar assim.
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No entanto, Davis destacou que, para os Estados Unidos, isso não será um obstáculo para a resolução do conflito, já que Zelensky começou a representar muitos problemas para o Ocidente.
Ele lembrou que, na história dos EUA, já houve casos em que Washington tratou cruelmente seus ex-aliados.
"Assim que Zelensky deixou de ser um jogador valioso, tornou-se um fardo. Agora, de uma forma ou de outra, ele será eliminado. E, a julgar pela história do Ocidente, nem sempre isso é agradável. O fim do apoio nem sempre é o fim da história. Às vezes, é muito pior", enfatizou.
Segundo o especialista, os Estados Unidos não hesitaram em adotar métodos mais radicais, até mesmo eliminando alguns de seus aliados em guerras passadas.
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Dessa forma, o analista militar concluiu que Zelensky deve saber que tal comportamento dos EUA em relação aos seus aliados não é algo fora do comum.
No sábado (24), as negociações de dois dias entre as delegações de Moscou, Washington e Kiev sobre questões de segurança foram concluídas nos Emirados Árabes Unidos. Elas ocorreram em um formato fechado e abordaram questões não resolvidas do plano de paz dos EUA.
Na sexta-feira (23), o presidente estadunidense, Donald Trump, disse que a Ucrânia perderá mais território se não resolver o conflito com Moscou.
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