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Crise no STF: pressão por enviar caso Banco Master à 1ª instância ganha força, diz mídia

A cúpula do STF vê como inevitável a saída do caso Banco Master das mãos de Dias Toffoli e defende enviá‑lo à primeira instância, em uma solução prática e simples para reduzir o desgaste do ministro evitando que a crise se alastre e arraste o tribunal para o centro da disputa política.
Sputnik
De acordo com apuração do G1, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a melhor solução para o caso envolvendo o Banco Master é remetê‑lo à primeira instância. Essa alternativa, descrita como um caminho "feijão com arroz", evitaria a criação de novas teses jurídicas, reduziria a pressão direta sobre o tribunal e retiraria Dias Toffoli do centro da crise.
Segundo a apuração, investigadores consideram a situação de Toffoli insustentável e em deterioração contínua. Na visão deles, não há um ponto de virada capaz de encerrar o desgaste, já que novos desdobramentos podem surgir independentemente das decisões do ministro.
A avaliação é de que o problema é estrutural: partes relevantes da investigação ocorrem fora do STF e sem controle de Toffoli, especialmente em São Paulo, onde apurações financeiras seguem avançando. Assim, mesmo uma tentativa de reorganizar o caso no Supremo não impediria que o desgaste viesse de outras frentes.
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Esse diagnóstico já foi comunicado à maioria dos ministros, acompanhado do alerta de que o caso pode "arrastar o tribunal para a lama", transformando um problema individual em risco institucional. Há consciência interna sobre a gravidade do cenário e sobre o potencial de dano à imagem da Corte.
Ainda segundo a mídia, dentro do STF cresce a percepção de que Toffoli não tem condições de permanecer à frente do caso, e por isso a saída para a primeira instância é vista como a alternativa menos traumática — ainda que longe de ser honrosa. A possibilidade de o próprio ministro se afastar voluntariamente é considerada improvável, e ministros lamentam a falta de uma articulação prévia que pudesse ter evitado a escalada da crise.
A permanência do caso no Supremo mantém o desgaste concentrado em Toffoli e expõe o tribunal ao risco de ser percebido como atuando em causa própria, especialmente com novos fatos surgindo fora do alcance do relator. A leitura interna é que prolongar o impasse aprofunda a crise e empurra o STF para o centro de uma disputa política permanente, com risco de contaminação institucional caso a situação não seja contida.
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