Os dois devem prestar depoimento à comissão na próxima semana. Acusado de envolvimento em uma fraude estimada em mais de R$ 12 bilhões, relacionada à venda de créditos considerados falsos ao Banco Regional de Brasília (BRB), Vorcaro chegou a receber voz de prisão em novembro do ano passado. Na ocasião, ele tentava deixar o país durante as investigações da Polícia Federal sobre crimes contra o sistema financeiro.
O banqueiro foi liberado após 10 dias e atualmente segue em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.
Já Cardamone Neto havia sido incluído na lista de convocados pela CPMI em etapa anterior dos trabalhos. À época, a seleção dos executivos levou em conta o elevado número de reclamações registradas na plataforma da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça.
A partir de fevereiro, a CPMI fará o primeiro balanço do relatório preliminar sobre as atividades realizadas no ano anterior.
O prazo formal de encerramento está previsto para março, mas o presidente da comissão defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, alegando necessidade de tempo adicional para analisar documentos, aprofundar investigações, ouvir novos depoentes e rastrear patrimônio oculto.
Paralelamente, o relatório final deve consolidar a análise de milhares de documentos e a identificação de empresas suspeitas.
A comissão também pretende solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata de cerca de 2 milhões de contratos de empréstimo consignado considerados irregulares.