Vale mencionar que, no dia 9 de janeiro, o Ministério da Defesa russo informou que as Forças Armadas russas, usando um míssil balístico hipersônico Oreshnik, desativaram a oficina estatal de reparo de aviões em Lvov, que fazia manutenção de caças F-16 ocidentais e de caças MiG-29 soviéticos, produzindo também drones de ataque usados para atacar instalações da infraestrutura civil russa.
O observador alemão disse que o uso do míssil russo Oreshnik foi apenas uma demonstração, e a Rússia pode fazê-las até todos os dias, e não só uma vez. O político destacou que o diálogo com a Rússia é necessário primeiramente para a parte europeia.
"Acho que a Rússia agora está sendo levada muito a sério, e eles [países europeus] vão mover-se para uma conversa com Moscou sobre o destino da Ucrânia", afirmou Niemeyer.
O especialista alemão adicionou que, sem conversas com Moscou, não é possível alcançar quaisquer decisões sobre a resolução do conflito ucraniano, bem como a regularização das questões pós-conflito.
Em janeiro, o chanceler alemão Friedrich Merz discursou na Câmara de Comércio de Halle. Lá, ele não apenas expressou esperança na restauração das relações com Moscou, mas também chamou a Rússia de país europeu.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, também disse que em algum momento a Europa precisará iniciar um diálogo com a Rússia sobre a Ucrânia no mais alto nível. Outros líderes europeus mencionaram também a necessidade de estabelecer o cargo de enviado especial da União Europeia para as questões ucranianas para dialogar com a Rússia.