Maria Zakharova criticou o "pânico" interno e lembrou que Trump já defendeu incorporar a ilha por razões estratégicas.
A suposta ameaça vinda da China e da Rússia "é uma história completamente inventada. Há pânico dentro da aliança [...]. E onde eles podem apresentar uma queixa? Eles foram condicionados, suas legislações nacionais foram estruturadas de tal forma que as queixas só podem ser feitas dentro da OTAN contra aqueles que estão fora da OTAN. E não há nenhuma cláusula sobre como reclamar de membros da OTAN."
A representante do ministério russo citou a Carta da OTAN, que afirma que todas as questões entre os Estados-membros devem ser resolvidas coletivamente.
"Não há qualquer menção de que seja permitido, ou mesmo admissível, que um país-membro da OTAN ameace ou mesmo ameace usar a força contra outro. Ou seja, isso não está previsto em lugar nenhum. Ninguém incluiu isso nos mecanismos da OTAN e, consequentemente, não há opções para agir", disse Zakharova.
A Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que o país deveria se unir aos EUA, argumentando a importância estratégica das ilhas para a segurança nacional. As autoridades dinamarquesas e groenlandesas alertaram Washington contra a anexação da ilha, ressaltando que esperam que sua integridade territorial seja respeitada.