Segundo a publicação, graças aos dados obtidos pela sonda Juno da NASA, os cientistas conseguiram estabelecer que Júpiter contém cerca de uma vez e meia mais oxigênio que o Sol.
Além disso, a equipe descobriu que os processos de circulação na atmosfera de Júpiter são muito mais lentos do que se pensava anteriormente. Em seu trabalho, os cientistas usaram uma série de modelos de computador projetados para simular os mecanismos da estrutura interna do planeta.
"A descoberta de um teor de oxigênio acima do esperado em Júpiter pode ajudar os cientistas a refinar modelos de formação e evolução planetária, tanto em nosso sistema solar quanto além", afirmam os pesquisadores.
Imagem da atmosfera e nuvens de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA
© Foto / NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill
Apesar de a quantidade de oxigênio na atmosfera de Júpiter ser quase insignificante em comparação com o hidrogênio e o hélio, que compõem a maior parte do planeta, os cientistas dizem que a presença de uma certa quantidade de oxigênio na composição ajudará a determinar a composição exata de sua atmosfera.
Além disso, os cientistas descobriram que existem vários vórtices nos polos de Júpiter, ao contrário do grande vórtice único observado em Saturno. Os pesquisadores também concluíram que Júpiter pode não ter um núcleo rochoso sólido, mas sim um núcleo "difuso" composto por elementos pesados misturados com hidrogênio.
Quanto aos satélites do maior planeta do Sistema Solar, a espaçonave Juno fez uma série de imagens que resultaram em novas descobertas sobre eles.
Imagem de Júpiter tirada pela estação interplanetária automática Juno
Isso inclui a extrema atividade vulcânica em Io, diferenças na espessura da camada de gelo de Europa em toda a superfície, a confirmação do campo magnético próprio de Ganimedes e a atividade interna em Calisto, apesar de esta ser composta principalmente de gelo.
Depois que a espaçonave Juno desligar devido à falta de combustível, a NASA planeja enviá-la intencionalmente para a atmosfera de Júpiter para evitar a contaminação de suas luas por micróbios terrestres.