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Novas simulações revelam que Júpiter tem 1,5 vez mais oxigênio que o Sol

© Foto / NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt/Seán DoranСнимок космического аппарата НАСА "Юнона" северного умеренного пояса Юпитера с изображением бури "Большой белый овал"
Снимок космического аппарата НАСА Юнона северного умеренного пояса Юпитера с изображением бури Большой белый овал - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2026
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Modelos avançados revelaram que Júpiter tem cerca de 1,5 vez mais oxigênio que o Sol, reforçando a ideia de que o gigante gasoso se formou a partir de material gelado nas regiões externas do Sistema Solar e abrindo novas pistas sobre a origem e a evolução dos planetas.
Um novo estudo sobre Júpiter revela pistas essenciais sobre a formação dos planetas do Sistema Solar. Usando modelos computacionais avançados, cientistas conseguiram investigar o que há sob as densas nuvens do gigante gasoso e responder a uma questão antiga: qual é o verdadeiro teor de oxigênio em sua atmosfera.
A análise indica que Júpiter possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio que o Sol, um dado que ajuda a reconstruir sua origem e a compreender melhor os primeiros estágios do Sistema Solar.
A dificuldade em medir diretamente a atmosfera profunda de Júpiter sempre foi um obstáculo. Embora missões como a Juno consigam sondar campos gravitacionais e magnéticos, o oxigênio está majoritariamente preso em água condensada muito abaixo das nuvens visíveis, fora do alcance dos instrumentos. As tempestades gigantescas que dominam o planeta há séculos, incluindo a Grande Mancha Vermelha, reforçam a complexidade de acessar suas camadas internas.
Para superar essas limitações, pesquisadores da Universidade de Chicago e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA criaram as simulações mais detalhadas já feitas da atmosfera interna de Júpiter. Os modelos combinam química atmosférica e hidrodinâmica, permitindo rastrear tanto a composição molecular quanto o movimento dos gases e partículas ao longo do tempo.
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Essa abordagem integrada revelou interações cruciais entre vapor d’água, nuvens e reações químicas, mostrando como o material circula lentamente das regiões profundas e quentes para altitudes mais frias. Estudos anteriores tratavam química e dinâmica separadamente, o que gerava estimativas divergentes sobre o teor de água e oxigênio.
Os resultados reforçam a hipótese de que Júpiter se formou pela acreção de material gelado nas regiões externas do Sistema Solar, próximas ou além da linha de gelo, onde a água congelada era abundante. Isso explicaria por que o planeta incorporou mais oxigênio do que o Sol. As simulações também indicam que a circulação atmosférica profunda é muito mais lenta do que se imaginava, com gases levando semanas para se deslocar entre camadas.
Essas descobertas ampliam a compreensão sobre como planetas preservam assinaturas químicas de seus ambientes de origem, funcionando como cápsulas do tempo da história planetária.
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