Em entrevista ao site Metrópoles, Haddad disse que Lula está ciente da decisão e a definição sobre seu substituto cabe exclusivamente ao presidente. Segundo ele, o chefe do Executivo "conhece muito bem a equipe da Fazenda" e já foi atualizado sobre o assunto.
Apesar de reiterar publicamente que não pretende disputar as eleições de 2026, Haddad continua sendo o nome mais cotado do PT para a disputa ao governo paulista.
Haddad revelou ainda que Lula conversou com o ministro relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante um almoço.
"O presidente deu um recado conceitual de que nós temos a oportunidade de fazer um trabalho bem-feito, de entregar para o país, um país melhor. Deu vários exemplos desse trabalho que a Polícia [Federal], o Conselho de Controle de Atividades Financeiras [Coaf] e o Ministério Público estão fazendo conjuntamente", destacou Haddad.
O ministro afirmou que a forma como o STF conduzirá o caso do Banco Master — cuja liquidação extrajudicial foi determinada pelo Banco Central em novembro de 2025 — poderá fazer com que a Corte "saia grande desse episódio", desde que aja "com a altivez que o caso merece", por se tratar de uma situação grave.
De acordo com apuração, Fernando Haddad confirmou que deixará o governo Lula até o fim de fevereiro, dizendo que pretende se afastar da vida pública e atuar nos bastidores da campanha do presidente. O ministro ainda vai viajar à Índia antes de sair e ressaltou que a data exata será definida em conjunto com Lula.
Na saída do prédio em que foi entrevistado, abordado por jornalistas que questionaram o que havia achado da afirmação da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, sobre a necessidade de que os grandes nomes do partido se apresentem para as eleições de 2026, Haddad "celebrou" o elogio da petista pela lembrança de seu nome, mas evitou comentar a possibilidade de voltar a se candidatar.