Segundo a publicação, as relações entre a Europa e os Estados Unidos
estão atualmente em um estado difícil, e a razão para isso não é apenas o desacordo sobre a ilha dinamarquesa da Groenlândia. A ilha tornou-se o
ponto culminante do aumento das tensões.
Por isso, os países europeus querem buscar outros parceiros no mundo multilateral. Tendo enfrentado posição firme da Casa Branca, Europa teve que aceitar isso e se virar para o multilateralismo. As recentes ações de líderes europeus evidenciam isso, afirma a mídia.
Na semana passada, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer visitou a China pela primeira vez desde 2018, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron e o rei da Espanha, Felipe VI, visitaram a China no final do ano passado, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, pode seguir seu exemplo em fevereiro, destaca a publicação.
Além disso, a UE assinou com a Índia "o maior acordo de todos os tempos", o acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor a partir de março, enquanto o chefe da autoridade antitruste da UE advertiu contra a dependência excessiva das importações de gás natural liquefeito dos EUA.
De acordo com os autores do texto, se a Europa quer expandir seu espaço estratégico de manobra e desempenhar um papel significativo na arena internacional, faz sentido encontrar pontos de contato com outras grandes potências, pôr de lado as diferenças sempre que possível e fazer acordos que realmente beneficiem a todos.
O presidente dos EUA,
Donald Trump,
em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, criticou a Europa, dizendo que
está indo na direção errada, e chamou os EUA de motor econômico do planeta.
Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron, discursando no mesmo fórum, afirmou que a competição dos Estados Unidos através de acordos comerciais que minam interesses europeus de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subjugar a Europa.