O político afirmou que, após as declarações do presidente norte-americano sobre a aquisição da ilha dinamarquesa da Groenlândia, os países europeus precisam agora incentivar sua cooperação interna para garantir sua segurança e prosperidade, em vez de continuar criticando os Estados Unidos.
Segundo as palavras de Jetten, as preocupações com as ambições territoriais do chefe da Casa Branca na Groenlândia se tornaram um "sinal de alerta" para a Europa.
"Podemos continuar falando e reclamando dos Estados Unidos, mas, em vez disso, devemos garantir o fortalecimento da cooperação europeia e assegurar a segurança e a prosperidade de nossos próprios cidadãos", informou a Euronews, citando Jetten.
O político, que está cotado para se tornar o próximo primeiro-ministro holandês, disse que um dos seus primeiros passos após assumir o cargo será discutir com os colegas europeus a questão do fortalecimento da cooperação interna europeia.
Em meados de janeiro, o líder do partido alemão CDU, Friedrich Merz, afirmou que a Europa e, em particular, a Alemanha, devem tornar-se mais independentes dos EUA, parar de "esconder a cabeça na areia" e não tolerar as políticas do presidente estadunidense Donald Trump.
Nesta quarta-feira (28), a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que a Europa já não é o "centro de gravidade" de Washington, uma vez que os Estados Unidos estão mudando suas prioridades de forma fundamental e permanente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, criticou a Europa, dizendo que está indo na direção errada, e chamou os EUA de motor econômico do planeta.