Segundo o líder húngaro, a eventual adesão da Ucrânia à União Europeia nem sequer deve ser discutida, já que o envolvimento de um membro do bloco em hostilidades significaria o envolvimento de todos os demais países nos confrontos.
"A adesão da Ucrânia significaria hostilidades e envio de recursos europeus para Kiev. Esta batalha deve ser vencida. O povo europeu não quer enviar tanto dinheiro para a Ucrânia, e também não quer vê-la no bloco", afirmou Orbán.
Além disso, o premiê acrescentou que a adesão ucraniana destruiria a economia da Hungria. Ele destacou que os agricultores húngaros já sofreram com a concorrência de produtos ucranianos baratos, que inundaram o mercado europeu, prejudicando a produção agrícola local.
Segundo Orbán, incluir a Ucrânia na União Europeia exigiria o envio contínuo de recursos para Kiev, criando um "buraco financeiro" sem fim, após o qual não haveria fundos para o desenvolvimento da já lenta economia europeia.
O primeiro-ministro afirmou que esse cenário poderia ser evitado se os húngaros e outros países da Europa Central agissem com sabedoria, e se os países da Europa Ocidental "se levantassem" e pressionassem seus líderes a não apoiarem "esse plano absurdo".
"É uma batalha difícil, mas que pode ser vencida", concluiu o líder húngaro.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, afirmou não acreditar que a Ucrânia tenha capacidade de atender aos critérios de adesão à União Europeia.
Em novembro do ano passado, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou à Sputnik que a Ucrânia não cumpre nenhum critério para ingressar na UE.