A medida, acrescentou, passa a valer "de forma imediata" na cidade de Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas por policiais do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).
Em sua conta oficial na rede X, ela disse que o uso dos aparelhos será expandido para todo o país "à medida que houver recursos disponíveis".
"Vamos adquirir e implantar rapidamente câmeras corporais para as forças de segurança do Departamento de Segurança Nacional em todo o país”, afirmou ela na mensagem.
A medida representa mudança na política da Administração republicana, já que, no início de 2025, a Casa Branca havia revogado uma ordem executiva da era Joe Biden que tornava obrigatório o uso desses dispositivos.
A intensa pressão pública após a morte de dois cidadãos na cidade de Minneapolis, pelas mãos de agentes federais do ICE e da Patrulha de Fronteira dos EUA, em meio a operações contra a imigração, levou o governo a recuar nas táticas e no discurso.
O anúncio também ocorre depois que os democratas do Senado e o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiram acordo para estender temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) por duas semanas, enquanto parlamentares continuam negociações sobre as exigências para conter as operações do ICE.
Um estudo recente da consultoria YouGov apontou que 63% dos cidadãos desaprovam o desempenho do ICE, e uma leve maioria considera que as táticas da agência — classificadas como "agressivas demais" por 57% dos entrevistados — fazem com que as comunidades se sintam menos seguras. Esse índice chega a quase 70% entre cidadãos de origem hispânica.