A movimentação política em Brasília envolve governo, Congresso e Judiciário na tentativa de construir um acordão para administrar crises simultâneas, de acordo com o G1. Cada poder atua com sua própria pauta e preocupações, especialmente diante do retorno de parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após o recesso.
O avanço de investigações — como o caso Banco Master e suspeitas de desvios de emendas parlamentares — preocupa lideranças políticas, já que seus desdobramentos podem atingir figuras relevantes em ano eleitoral. Nos bastidores, articula-se uma saída negociada para reduzir danos e controlar o impacto dessas apurações.
O Congresso, pressionado por investigações, sinaliza ao governo que sua colaboração legislativa dependerá de como o Planalto se posicionará diante dessas crises. Em troca, o Executivo busca apoio para pautas estratégicas, como o fim da escala 6x1 e a aprovação de Jorge Messias para o STF.
No governo, há quem defenda que as investigações não avancem rapidamente, mas essa estratégia esbarra na autonomia da Polícia Federal (PF), que conduz apurações consideradas sensíveis. A dificuldade está em conciliar interesses políticos com o trabalho técnico dos investigadores.
O Planalto também monitora a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a nova composição, liderada por Nunes Marques, com André Mendonça e Dias Toffoli no colegiado. A avaliação é que desgastes com o STF e a falta de base sólida no Congresso podem comprometer a governabilidade em um momento decisivo, revela a publicação.