"A Europa precisava fazer uma abertura comercial para outros parceiros. Se os EUA tiverem dificuldades comerciais, a lógica é buscar outros sócios e isso certamente explicou finalmente o acordo com o Mercosul. [...] Em todo o negócio comercial há setores que têm uma vantagem comparativa e de uso, e outros que têm uma desvantagem comparativa e têm que se adaptar a uma maior competência."
"A globalização que deixamos para trás era regida por uma palavra: competitividade. É preciso ser competitivo. E para ser competitivo, é preciso criar cadeias de valor muito longas. [...] Quando a crise da COVID-19 chegou, descobrimos na Europa que não produzíamos um único grama de paracetamol. As pessoas estavam morrendo, e nós dizíamos para elas comprarem paracetamol para que pudessem sobreviver, e não havia paracetamol."
Mercadante cita 'atropelamento' asiático
"É inegável que nesses 40 anos do chamado Consenso de Washington — o fim da história do Fukuyama e de uma plataforma neoliberal que inspirou o Ocidente —, o Ocidente viveu um processo de desindustrialização, de perda de dinamismo econômico, de protagonismo tecnológico e foi atropelado, especialmente pela China, mas pela Ásia com uma relação Estado-mercado de outra qualidade."