"Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício", diz a notificação da ANP.
A retomada deverá seguir alguns condicionantes, expressos na autorização, como a troca dos elementos de vedação usados nas conexões da tubulação por onde passam os fluidos e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos no procedimento, diz a notificação da agência.
O vazamento de fluido na perfuração no Foz do Amazonas foi notificado em 6 de janeiro, e ocorreu em duas linhas conectadas a sonda de perfuração do poço Morpho, a 175 km da costa do estado do Amapá, segundo informou a Petrobras.
Em 20 de outubro do ano passado, o Ibama concedeu uma licença para a Petrobras explorar o primeiro poço na Bacia do Foz do Amazonas. A estatal iniciou as operações de perfuração no mesmo dia.
As estimativas da estatal é que a perfuração dure cinco meses para avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Ainda não há produção de petróleo no momento.
A perfuração é criticada por ambientalistas pela região ser rica em flora e fauna marinha e por comunidades indígenas da região por temor de contaminação de seu habitat.