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Paulo Pimenta sugere envolvimento de Flávio Bolsonaro nas fraudes do INSS

Na retomada dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu a condução de investigações pela Polícia Federal (PF) contra o senador e possível candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Sputnik
Em meio aos embates entre deputados governistas e a oposição, parlamentares do PT apontaram a suspeita de vínculos entre a administradora do escritório de advocacia de Flávio, Letícia Caetano dos Reis, com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS — acusado de ser um dos principais articuladores do esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões em benefícios de aposentados e pensionistas através de descontos associativos em folha. A administradora é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, que foi citado nas investigações da PF como sócio de Antônio Carlos em um negócio nas Ilhas Virgens Britânicas.

"Nesse último período, tem sido divulgado de forma muito enfática que esta pessoa, que é a administradora do escritório do Flávio Bolsonaro, que funciona na casa do Flávio Bolsonaro, é irmã de um dos sócios, o principal envolvido na investigação. É importante que essa investigação possa prosseguir e, a partir daquilo que a gente conseguiu obter do envolvimento desta senhora, pode ou não chegar à conclusão de que o próprio Flávio Bolsonaro também tem algum tipo de envolvimento", afirmou Pimenta após a retomada dos trabalhos da CPMI.

O deputado petista também lembrou que a fraude foi iniciada em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no fim do ano passado por tentativa de golpe de Estado. Segundo Pimenta, diante disso, a oposição "tenta impedir, criando uma cortina de fumaça", que a CPMI chegue aos mandantes da fraude. "Para isso, criam narrativas falaciosas em relação às pessoas que não têm qualquer tipo de envolvimento nesse processo", concluiu, ao ser questionado sobre o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ter sido citado na comissão.
"Há um relatório produzido pela Polícia Federal que afasta da investigação qualquer tipo de vínculo do filho do presidente Lula com qualquer questão que diga respeito a descontos associativos do INSS, crédito consignado ou qualquer coisa dessa maneira. Não existe nenhum documento, não existe nenhum fato, não existe absolutamente nada que ligue o irmão do presidente, o filho do presidente ou qualquer pessoa das relações do presidente a essa investigação. Isso claramente é uma tentativa permanente da oposição de criar um factoide, uma fake news, um fato político para tentar desviar o foco daquilo que é o central", destacou.
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'Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço'

Em entrevista divulgada pelo UOL também nesta quinta, Lula comentou a citação do nome do filho no Congresso. Conforme o presidente, ele voltou a declarar que, se houver envolvimento de qualquer familiar ou pessoa próxima nos desvios do INSS, terá de pagar pelo crime.

"Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui [no Palácio do Planalto]. Olhei no olho do meu filho e falei: 'Olha, só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço'."

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