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Em entrevista, Lula diz que vai ter conversa 'olho no olho' com Trump sem 'assunto proibido'

© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilO presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, Brasília, 4 de fevereiro de 2026
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, Brasília, 4 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 05.02.2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5), em entrevista ao UOL, que deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na primeira semana de março e que não há "assunto proibido" na pauta.

"Tem que sentar-se à mesa, olhar no olho um do outro, ver o que nos interessa e trabalhar junto, estabelecer acordos. Não tem tema que eu não discuta, só a soberania do meu país, mas discutir a parceria de indústria, minerais críticos, aumento de exportação, tudo isso vamos discutir", disse Lula durante a entrevista.

Ainda sobre sua agenda internacional em pleno ano eleitoral, Lula comentou o Conselho de Paz criado pelo presidente norte-americano e afirmou ter achado "estranha" a ausência de palestinos no colegiado que deveria ser direcionado a Gaza.

"Se não tiver palestinos à mesa, não é uma comissão de paz", disse o presidente.

Na quarta-feira (4), o governo dos EUA convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino de minerais críticos. A proposta envolve parcerias para garantir o acesso a insumos — como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras — além da criação de mecanismos de preço mínimo, com o objetivo de oferecer maior previsibilidade ao mercado e reduzir a volatilidade.
Apesar de a notícia ter sido confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA e largamente difundida pela imprensa brasileira, o Itamaraty ainda não confirma o recebimento de documentos de Washington.
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Para além da agenda internacional, Lula também falou das tensões políticas com o Congresso Nacional, crises como a do INSS e do Banco Master e afirmou que, apesar dos resultados do governo ainda não se refletirem em pesquisas de opinião, não terem se convertido em votos, ele se diz seguro da vitória destacando que "a campanha ainda não começou".
Lula revelou ter tido uma conversa com o filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após o nome dele ser mencionado em investigações sobre o escândalo do INSS, e afirmou ter tido uma conversa honesta com ele.

"Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda", disse.

Ainda sobre o Banco Master, o presidente minimizou a revelação de que seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, teve o escritório de advocacia contratado pelo banco.

"O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. Todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer grande empresa que esteja em dificuldade. Quando eu convidei pra vir [para o ministério], ele saiu do banco. Não tem problema nenhum", afirmou Lula.

Lula, que se reuniu na noite de quarta-feira (4) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e líderes da base em uma tentativa de ajustar a articulação política para as eleições deste ano, disse estar confiante de sua vitória incluindo de seus candidatos nos estados e afirmou "em alto e bom tom, [Rodrigo] Pacheco, ainda não desisti de você", referindo-se ao estado de Minas Gerais.
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