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PF investiga previdência do Amapá por investir R$ 400 milhões no banco Master

A capital amapaense, Macapá, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (5), envolvendo a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) no Banco Master.
Sputnik
Chamada de Zona Cinzenta, a operação realizou quatro buscas e apreensões atrás de provas sobre irregularidades cometidas por gestores da autarquia estadual Amapá Previdência, a Amprev.
A investigação aponta que a aprovação e execução desses investimentos realizados em uma operação de risco foram crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta.
A Amprev informou que possui cerca de 30 mil segurados ativos e 2,1 mil beneficiários civis e militares, entre aposentados e pensionistas, e que os recursos dos segurados estão protegidos e que obteve vitória na Justiça em ação movida contra o Banco Master.
Ainda segundo a autarquia, a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou que o estado e a Amprev retenham os valores dos empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master. A Justiça também proibiu o Banco Master de adotar qualquer medida de cobrança contra servidores, aposentados e pensionistas que possuem empréstimos consignados.
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Banco Master descontou ilegalmente R$ 92 milhões de aposentados, diz vice-presidente da CPMI do INSS
O Banco Master foi objeto de ação de liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, diante de "grave crise de liquidez" e suspeitas de irregularidades em operações financeiras que resultaram na suspensão de atividades da instituição e de unidades relacionadas.
Paralelamente, investigações da Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero apuraram práticas que podem incluir gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, com bloqueio de bilhões de reais em ativos ligados ao banco e a seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.
Vorcaro chegou a ser detido pela Polícia Federal em 2025, e, posteriormente, teve sua prisão substituída por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, enquanto enfrenta apurações e processos no Brasil.
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