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Banco Master descontou ilegalmente R$ 92 milhões de aposentados, diz vice-presidente da CPMI do INSS
Banco Master descontou ilegalmente R$ 92 milhões de aposentados, diz vice-presidente da CPMI do INSS
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Deputado se disse favorável a criação de uma nova CPI para averiguar todas as fraudes perpetradas pelo banco. 05.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-05T15:19-0300
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O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), confirmou que neste retorno das atividades do colegiado os parlamentares vão avançar nas investigações sobre o envolvimento do Banco Master no esquema.Nesse ponto, Duarte afirmou ser favorável à criação de uma nova CPI para tratar especificamente das fraudes realizadas pelo banco. "O que é bom não atrapalha [...]. Não a toa assinei para que tenhamos uma nova CPI, uma nova CPMI."O deputado ainda afirmou que com os descontos fraudulentos, o Master vitimizou "aposentados e pensionistas" para "realizar investimentos sem qualquer autorização, colocando em risco os recursos que já são poucos desses consumidores que vivem em estado de vulnerabilidade".Já em relação ao depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que inicialmente estava previsto para esta quinta e foi adiado para o dia 26 de fevereiro, a pedido da defesa, Duarte afirmou que "não vê nenhum prejuízo com relação ao adiamento".'Avanços inéditos em pouco tempo'Além disso, o deputado federal pontuou que, em pouco mais de três meses de funcionamento, a comissão contribuiu para a prisão de mais de 20 pessoas envolvidas no esquema. Entre os alvos estão um ex-ministro da Previdência, procuradores federais e parlamentares, incluindo deputados estaduais e senadores que foram submetidos a operações de busca e apreensão em gabinetes, escritórios e residências.O vice-presidente da comissão também explicou que, diante do avanço das apurações, os parlamentares apresentaram requerimento para prorrogar os trabalhos da comissão por pelo menos mais 60 dias. Embora o relatório final esteja previsto para março, a extensão do prazo é considerada necessária para aprofundar a chamada segunda fase das investigações, que envolve diretamente instituições financeiras.
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Banco Master descontou ilegalmente R$ 92 milhões de aposentados, diz vice-presidente da CPMI do INSS
15:19 05.02.2026 (atualizado: 18:03 05.02.2026) Deputado se disse favorável a criação de uma nova CPI para averiguar todas as fraudes perpetradas pelo banco.
O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), confirmou que neste retorno das atividades do colegiado os parlamentares vão avançar nas investigações sobre o envolvimento do Banco Master no esquema.
"Estritamente a essas fraudes relacionadas aos descontos previdenciários, que nós já temos aqui um resultado que ultrapassa mais de R$ 92 milhões de descontos previdenciários ilegais realizados pelo Banco Master", destacou em entrevista à Rádio Câmara.
Nesse ponto, Duarte afirmou ser favorável à
criação de uma nova CPI para tratar especificamente das fraudes realizadas pelo banco. "O que é bom não atrapalha [...]. Não a toa assinei para que tenhamos uma nova CPI, uma nova CPMI."
"Enquanto não é instalada, a gente tem que aproveitar que a CPMI do INSS está em pleno vapor, com uma equipe já formada, com consultores legislativos, com advogados da União lá presentes, consultores federais, titulares, suplentes, presidente, vice-presidente, relator, para que a gente não perca tempo"
O deputado ainda afirmou que com os descontos fraudulentos, o Master vitimizou "aposentados e pensionistas" para "realizar investimentos sem qualquer autorização, colocando em risco os recursos que já são poucos desses consumidores que vivem em estado de vulnerabilidade".
Já em relação ao depoimento do
dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que inicialmente estava previsto para esta quinta e foi
adiado para o dia 26 de fevereiro, a pedido da defesa, Duarte afirmou que "não vê nenhum prejuízo com relação ao adiamento".
"Pelo contrário, é preferível buscar uma composição, permitir que ele compareça, fale e colabore, se assim entender, do que provocar a tentativa de ingresso com um habeas corpus para impedir seu comparecimento à comissão. Isso seria uma distorção do instrumento, mas infelizmente é algo que temos visto se repetir em casos recentes", destacou.
'Avanços inéditos em pouco tempo'
Além disso, o deputado federal pontuou que, em pouco mais de três meses de funcionamento, a comissão contribuiu para a
prisão de mais de 20 pessoas envolvidas no esquema. Entre os alvos estão um ex-ministro da Previdência, procuradores federais e parlamentares, incluindo deputados estaduais e senadores que foram
submetidos a operações de busca e apreensão em
gabinetes, escritórios e residências.
"O que a gente tem é uma constatação positiva. Eu não me recordo de uma CPMI que tenha conseguido avançar tanto e entregar tantos resultados efetivos à sociedade brasileira como a CPMI do INSS", afirmou.
O vice-presidente da comissão também explicou que, diante do avanço das apurações, os parlamentares apresentaram requerimento para prorrogar os trabalhos da comissão por pelo menos mais 60 dias. Embora o relatório final esteja previsto para março, a extensão do prazo é considerada necessária para aprofundar a chamada segunda fase das investigações, que envolve diretamente instituições financeiras.
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