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Relator da CPI do Crime Organizado pede convocação de esposa de Moraes e irmãos de Dias Toffoli
Relator da CPI do Crime Organizado pede convocação de esposa de Moraes e irmãos de Dias Toffoli
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Alessandro Vieira alega ver indícios de instrumentalização do sistema jurídico para acobertar ações ilegais do Banco Master. 04.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-04T14:35-0300
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez um requerimento para a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para depor. O escritório de Barci de Moraes manteve um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.No requerimento, o senador também pede a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada, alegando "indícios veementes" de que o sistema jurídico e escritórios de advocacia foram instrumentalizados para acobertar ações ilegais do Banco Master."A engenharia financeira desvelada aponta que fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e os internalizavam no Banco Master através da compra massiva de CDBs", diz Vieira no requerimento.Vieira também convocou os irmãos do ministro Dias Toffoli para prestarem depoimento na Comissão. O senador justifica a convocação com a suspeita do uso indevido de influência institucional para fins privados, afirmando que pode configurar como um "braço de apoio logístico ou político para estruturas criminosas".Em específico, suas convocações trata da transferência de cotas do resort de Tayaya da empresa Maridt Participaçoes S.a. e DGEP Empreendimentos e Participações Ltda., das quais eram sócios, para o Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e a PHD Holding. O fundo, cujo único cotista o cunhado de Daniel Vorcaro, era administrado pela antiga Reag, alvo da operação Carbono Oculto, que apurou esquemas de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital. O pedidos serão analisados pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).
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Relator da CPI do Crime Organizado pede convocação de esposa de Moraes e irmãos de Dias Toffoli
14:35 04.02.2026 (atualizado: 16:57 04.02.2026) Alessandro Vieira alega ver indícios de instrumentalização do sistema jurídico para acobertar ações ilegais do Banco Master.
O senador
Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez um requerimento para a
convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes, para depor. O escritório de Barci de Moraes manteve um contrato de R$ 129 milhões com o
Banco Master.No requerimento, o senador também pede a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada, alegando "indícios veementes" de que o sistema jurídico e escritórios de advocacia foram instrumentalizados para acobertar ações ilegais do Banco Master.
"A engenharia financeira desvelada aponta que fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e os internalizavam no Banco Master através da compra massiva de CDBs", diz Vieira no requerimento.
A Reag foi um dos alvos da Polícia Federal em operações como a Carbono Oculto, que investiga a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas; e a Compliance Zero, que apura a relação do Master com fundos de investimento fraudulentos.
Os fundos da gestora teriam sido utilizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro.
Alguns desses mesmos fundos foram usados para negócios com o Master, em um esquema em que o banco vendia créditos podres aos fundos, valorizando o capital, e estes devolviam o dinheiro ao comprar certificados de depósito bancário (CDBs) emitidos pelo banco.
"Deste modo, há fundadas suspeitas de que os R$ 129 milhões devidos à Barci de Moraes Sociedade de Advogados não constituiriam mera receita operacional de uma instituição financeira lícita, mas sim o produto direto da lavagem de dinheiro."
Vieira também convocou os irmãos do ministro
Dias Toffoli para prestarem depoimento na Comissão. O senador justifica a convocação com a suspeita do uso indevido de influência institucional para fins privados, afirmando que pode configurar como um
"braço de apoio logístico ou político para estruturas criminosas".
Em específico, suas convocações trata da transferência de cotas do resort de Tayaya da empresa Maridt Participaçoes S.a. e DGEP Empreendimentos e Participações Ltda., das quais eram sócios, para o Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e a PHD Holding.
O fundo, cujo único cotista o cunhado de Daniel Vorcaro, era administrado pela antiga Reag, alvo da operação Carbono Oculto, que apurou esquemas de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital.
"Destaque-se também a existência de notícias demonstrando que o estilo de vida dos familiares do ministro [Dias Toffoli] é incompatível com a negociação milionária envolvendo o resort."
O pedidos serão analisados pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).
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