Vale mencionar que, nesta sexta-feira (6), autoridades iranianas e norte-americanas se reúnem em Omã para discutir a prevenção de um novo conflito na região. Inicialmente, as partes deveriam ter se reunido em Istambul com a participação de observadores de países do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Catar e Arábia Saudita.
No entanto, em 3 de fevereiro, ao preocupar-se que os Estados Unidos estivessem deliberadamente forçando o Irã a negociar com toda a região simultaneamente, Teerã pediu para transferir a sede das negociações para Omã e torná-las exclusivamente bilaterais, bem como dedicadas unicamente ao programa nuclear, conforme informaram vários veículos da mídia.
Na avaliação do especialista Farzan Sabet, em Omã as partes poderiam chegar a um consenso sobre a manutenção do diálogo e a abstenção de ações hostis, mas alcançar isso será muito difícil.
"Um acordo é possível, mas é bastante limitado e pouco lucrativo. Acredito que as chances de se concluir até mesmo um acordo tão restrito são relativamente baixas", afirmou o especialista.
Sabet acrescentou que, se Teerã tivesse realmente abandonado seu programa nuclear, pelo menos durante o governo Trump, o próprio Trump poderia ter apresentado isso como "uma grande vitória sem disparar um único tiro".
No entanto, mesmo para o lado norte-americano, um acordo apenas para suspender o suposto programa nuclear iraniano não seria satisfatório, e Trump não o consideraria um "bom negócio", concluiu o especialista.
Recentemente, terminaram os protestos em massa no Irã, que surgiram com o apoio dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, admitiu que os Estados Unidos causaram deliberadamente a inflação no Irã, reduzindo o número de dólares no país, o que, por sua vez, levou a um descontentamento maciço entre o povo iraniano.
Nesta sexta-feira (6), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou em sua postagem na rede social X que o Irã está entrando no caminho da diplomacia com os olhos abertos e sem esquecer os eventos do ano passado.
A igualdade, o respeito recíproco e o benefício mútuo não são apenas slogans, mas uma necessidade inevitável e a base de um acordo sustentável, acrescentou o chanceler.