A ação penal da trama golpista que estava suspensa voltou a tramitar após Ramagem perder o mandato em função da condenação a 21 anos de prisão.
Durante o depoimento, o ex-deputado reafirmou depoimento prestado ao longo da tramitação do processo principal e negou o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ex-diretor da Abin, Ramagem foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Enquanto tinha mandato de deputado, Ramagem não respondeu a crimes ocorridos depois da diplomação, em dezembro de 2022. Com a perda do mandato, o ex-diretor da Abin voltou a responder aos crimes e pode ser condenado novamente.
A fuga aconteceu em setembro de 2025, mês em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou Ramagem, Jair Bolsonaro (PL) e outras seis pessoas por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado — todos foram condenados pela Primeira Turma do STF.
A Polícia Federal informou que o deputado federal cruzou do Brasil para a Guiana e, em Georgetown, capital do país, pegou um voo em direção aos Estados Unidos. Para entrar em território norte-americano, o parlamentar utilizou o passaporte diplomático, apesar de uma determinação para a anulação do documento.