Quase 70% dos governadores não poderão disputar a reeleição no pleito deste ano. Segundo noticiou o portal g1, dos 27 governadores em exercício no país, 18 (66,67%) não poderão concorrer a um novo mandato por já terem completado oito anos, ou seja, dois mandatos, no cargo, período máximo autorizado pela legislação brasileira. Os governadores que não poderão concorrer à reeleição são:
Gladson Cameli (PP), do Acre
Paulo Dantas (MDB), de Alagoas
Wilson Miranda Lima (União Brasil), do Amazonas
Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal
Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo
Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás
Carlos Brandão (PSB), do Maranhão
Romeu Zema (Novo), Minas Gerais
Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso
Helder Barbalho (MDB), do Pará
João Azevedo (PSB), da Paraíba
Ratinho Júnior (PSD), do Paraná
Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro
Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte
Coronel Marcos Rocha (União Brasil), de Rondônia
Antonio Denarium (PP), de Roraima
Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul
Wanderlei Barbosa (Republicanos), do Tocantins
Dos 18 governadores que não poderão concorrer, pelo menos 10 já manifestaram a intenção de concorrer a outro cargo, sendo quatro à presidência da República e seis ao Senado. Entre os que sinalizaram que pretendem concorrer à presidência estão:
Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul
Ratinho Júnior (PSD), do Paraná
Romeu Zema (Novo), Minas Gerais
Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás
Já os que sinalizaram que vão concorrer ao Senado são:
Antonio Denarium (PP), de Roraima
Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro
Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte
Helder Barbalho (MDB), do Pará
Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal
João Azevedo (PSB), da Paraíba
Os governadores que desejarem concorrer a outro cargo devem renunciar ao mandato até abril deste ano, seis meses antes da eleição. A exigência está prevista na legislação como forma de impedir que recursos públicos sejam usados para obter vantagem eleitoral sobre adversários.
No caso do Rio de Janeiro, caso Castro deixe o cargo em abril, o estado passará por eleições indiretas para eleger um governador tampão, que deve ocupar o cargo até outubro. Isso porque Castro está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O nome eleito para o governo tampão poderá disputar as eleições para governador em outubro.
Além disso, aqueles que optarem por deixar o cargo em abril somente poderão anunciar a candidatura oficial a um novo cargo após 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após as convenções partidárias realizadas entre julho e agosto.