A política tarifária seria o motivo, assim como choques entre a Casa Branca e a Reserva Federal dos EUA (Federal Reserve em inglês, o Fed).
"Embora o pedido tenha sido apresentado como uma forma de diversificar riscos, reforça uma tendência global recente que tem levado países como Índia e Brasil a reduzir sua exposição ao maior mercado de títulos do mundo, em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos EUA", diz a matéria. "Riscos geopolíticos, como as ameaças do presidente Donald Trump em relação à Groenlândia, apenas aprofundaram a apreensão e estimularam a busca por ativos alternativos, como o ouro".
Nos últimos anos, a posse de dívida americana por parte da China vem apresentando queda, tendo sido reduzida quase pela metade desde seu pico em 2013.
Atualmente, a China foi superada pelo Japão e pelo Reino Unido como principal credor dos EUA, como parte da política de Pequim de diversificar e desdolarizar seus ativos econômicos.
A influência global do dólar vem sendo gradualmente reduzida à medida que mais países diversificam reservas e ampliam o uso de moedas locais em comércio bilateral. O movimento tem preocupado Washington e sinaliza uma lenta erosão da hegemonia financeira dos EUA.