A condição foi apresentada pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, que declarou que qualquer acordo dependerá da revogação total das sanções que afetam a economia iraniana.
O Irã descartou, por enquanto, enviar a um terceiro país seus mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido, uma das supostas condições impostas por Washington nas conversas realizadas em Omã.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reiterou o direito "indiscutível" de seu país de enriquecer urânio para fins pacíficos e assegurou que a questão nuclear é o único tema em discussão com Washington.
Teerã pode chegar a um acordo com os EUA sobre desacordos em relação ao programa nuclear iraniano, declarou Araghchi.
"A abordagem americana é importante. Se esta abordagem é [apoiada pelo desejo] para chegar a um acordo respeitoso, justo e honesto baseado em interesses mútuos, então, na minha opinião, há uma possibilidade de chegar a um acordo tanto em negociações diretas como em indiretas", disse ele, neste domingo (8).
Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que uma "enorme armada" estava a caminho do Irã e que esperava que Teerã concordasse em negociar e assinar um acordo "justo e equitativo" que envolvesse o abandono completo de supostas armas nucleares.
Trump ainda ameaçou que se nenhum acordo sobre o programa nuclear iraniano fosse alcançado, qualquer futuro ataque dos EUA ao país seria "muito pior" do que os anteriores.