Conforme publicado pelo UOL, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) buscava apoio para assumir a liderança do partido na Alesp, após a saída de Carlos Cézar, que renunciou ao mandato para assumir um cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. (TCE-SP).
O parlamentar teria conseguido mais de 50% das assinaturas necessárias para assumir o posto, mas após Tarcísio manifestar contrariedade a indicação de Diniz, dois deputados estaduais recuaram no apoio: Bruno Zambelli e Rodrigo Morais.
Ao UOL, Tarcísio negou ter participado de qualquer forma das discussões acerca da liderança do PL na Alesp.
"Isso não aconteceu. É assunto da bancada do PL. Nunca fui de entrar em decisões de bancada. Não fiz isso nem na do Republicanos."
Diniz era assessor de Eduardo na Câmara dos Deputados e foi eleito sob o apadrinhamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que o deputado estadual concorra como senador por São Paulo este ano.
Pessoalmente, Diniz já criticou Tarcísio pela exigência da utilização de câmeras nas fardas de policiais, além do pagamento de emendas parlamentares a deputados do PT em São Paulo. O aliado de Eduardo entende que o governador de São Paulo faz muitos acenos ao centrão da Alesp, enquanto não defende os interesses bolsonaristas.
Na opinião de Diniz, o PL deveria ter uma candidatura própria ao governo de São Paulo.
"Vale a pena o Partido Liberal ter um candidato também, porque ajuda a chapa de [deputado] estadual, ajuda a chapa de [deputado] federal. O Partido Liberal é o maior partido do Estado de São Paulo e o maior partido do Brasil."