Analisando dados da espaçonave Magalhães da NASA, os pesquisadores identificaram um túnel subterrâneo em Vênus, esculpido por atividade vulcânica. Se confirmada, esta seria a segunda vez que um tubo de lava é descoberto no planeta.
Segundo os cientistas, a presença de tais estruturas em Vênus sugere que ele não está "morto" no sentido geológico, mas demonstra, ao contrário, alta atividade.
Abertura de luz em Vênus na área de Nyx Mons revela uma caverna subterrânea, supostamente um tubo de lava
© Foto / RSLab, Università di Trento
De acordo com a publicação, o radar da espaçonave Magalhães mapeou Vênus transmitindo ondas de rádio à superfície do planeta e medindo o tempo que os sinais levavam para refletir. Isso permitiu a construção de mapas detalhados da superfície.
Esses mapas revelaram, entre outras formações, longas cadeias de depressões ou áreas colapsadas na superfície. Algumas se estendem por dezenas ou milhares de quilômetros, o que, conforme o estudo, indica a presença de tubos de lava subterrâneos.
Os pesquisadores se concentraram em imagens que mostram claramente colapsos superficiais, quando seções de rocha cedem, formando aberturas semelhantes a "clarabóias" que podem expor vazios subterrâneos.
"Uma dessas formações, localizada na encosta oeste de Nyx Mons, mostrou um padrão de radar característico muito semelhante às estruturas conhecidas por ocorrer quando os arcos de um tubo de lava colapsam", observa o estudo.
A análise da área circundante sugere que o duto pode se estender por várias dezenas de quilômetros no subsolo, embora no momento apenas parte da estrutura tenha sido confirmada.
No futuro, os cientistas pretendem usar instrumentos capazes de obter imagens de alta resolução para explorar o interior de Vênus a uma profundidade de várias centenas de metros e potencialmente detectar canais mesmo na ausência de aberturas na superfície.