"Os drones que estão sendo usados atualmente têm uma capacidade de inteligência superior à que poderíamos ter há cerca de 20 anos com sistemas mais sofisticados da época. Além da miniaturização, há uma ampliação das capacidades de reconhecimento e de inteligência que esse tipo de mecanismo pode oferecer", avalia.
"Pelo baixo custo e pela acessibilidade desses equipamentos no mercado, mesmo Forças Armadas com dificuldades orçamentárias conseguem ter acesso a eles e, em alguns casos, igualar essa vantagem tática no campo de batalha, especialmente se os utilizarem também para infligir danos às forças adversárias mais capacitadas", avalia.
"A principal questão em relação aos microdrones é como serão integrados às plataformas já existentes. Acho que esse é o ponto central: como a infantaria vai usar esses microdrones?", destaca o analista.
"Hoje em dia, não só os microdrones, mas também os drones em geral avançam junto com a guerra eletrônica. Neste momento inicial, acredito que o microdrone está mais capacitado para servir à Inteligência em missões de observação e aumentar a consciência situacional tática. Ele pode ficar inerte, observando, e até se infiltrar em quartéis-generais inimigos, algo que já altera a forma como se conduz a tática no campo de batalha", pontua.
Evolução da guerra eletrônica
"A miniaturização dos sistemas, como no caso dos microdrones, certamente reflete essa evolução da guerra eletrônica, não apenas por meio de sistemas de interferência, jammers ou outros equipamentos, mas também pela miniaturização de dispositivos militares que, se dotados de autonomia na seleção de alvos, podem ser considerados robóticos. Isso complexifica ainda mais o campo de batalha", observa Modolo.
"Ainda enfrentamos dificuldades para avaliar plenamente os graus e as possibilidades de uso desses dispositivos. Todos os dias surgem novas situações envolvendo drones e sua capacidade de infligir danos a equipamentos militares de grande porte, valor estratégico e custo elevado", comenta.
Segundo Ozdoev, o sistema é capaz de identificar drones de diversas categorias, incluindo aeronaves não tripuladas de dimensões miniaturizadas.
"Toda invenção gera uma reação, uma contrarreação, uma tentativa de neutralizar a vantagem tecnológica obtida pelo adversário. Atualmente, o avanço rápido e a disponibilidade de drones no campo de batalha provocaram certo atraso, pois criar uma arma costuma ser mais ágil do que desenvolver sua contramedida", argumenta Modolo.
"Embora seja difícil conter esses tipos de drones, já existem condições de empregar radares de vigilância montados em veículos leves, com capacidade de detectar alvos miniaturizados", conclui Modolo.