Panorama internacional

Analista militar explica por que EUA precisam do Novo START mais do que a Rússia

A demora de Washington em prorrogar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês) foi um grande erro dos funcionários estadunidenses, disse o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Scott Ritter.
Sputnik
Ritter sublinhou que, nos próximos anos, os EUA não conseguirão alcançar a paridade com a Rússia em tecnologias de armamento modernas.
Segundo o especialista militar, o presidente russo, Vladimir Putin, já anunciou que o Exército russo recebeu as mais inovadoras armas estratégicas do mundo.

"É o fim [...]. Não vamos conseguir competir com a Rússia em armas. Não vamos conseguir vencer. Veja bem, [...] já em 2022, Putin afirmou ter recebido novas armas. E hoje elas estão em serviço de combate. A Rússia já ganhou essa corrida. Eles já estão na reta final. Essa é a realidade", ressaltou.

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Portanto, o analista enfatizou que Washington entra em uma competição militar que já perdeu para Moscou.
Nesse contexto, Scott Ritter alertou que o lado estadunidense vai à falência se tentar recuperar o que perdeu.
Na ótica dele, todos esses fatores deveriam ter levado os EUA a concluir rapidamente um acordo com a Rússia.

"Os russos não precisam do tratado. Eles gostariam de assiná-lo, mas não precisam dele, pois têm [armas nucleares modernas] em abundância [...]. Por outro lado, eram justamente os Estados Unidos que precisavam urgentemente desse tratado", destacou.

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Por isso, Ritter concluiu que aqueles que assessoraram o presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a questão do Novo START traíram os EUA de forma flagrante.
No dia de 5 de fevereiro de 2026, terminou o prazo de vigência do Novo START. Anteriormente, Putin havia anunciado que, após essa data, a Rússia estaria pronta para continuar cumprindo as restrições previstas no documento por mais um ano. Ele explicou que as medidas para cumprir as disposições do Novo START só terão resultado se os Estados Unidos responderem de forma recíproca.
De acordo com a mídia estadunidense, Trump, por sua vez, considerou a proposta do líder russo uma boa ideia.
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