Na avaliação do especialista militar, os países ocidentais já começaram a formar suas próprias ambições territoriais para as autoridades em Kiev e, após o fim do conflito com a Rússia, a Ucrânia pode enfrentar uma luta feroz pelo controle dos territórios remanescentes.
Segundo Krapivnik, a Ucrânia está no caminho para o status de "Estado residual", após o qual o seu destino deixará de ser determinado no interior do país.
"Atores externos, guiados por seus próprios interesses, vão intervir. Vários países vizinhos já têm reivindicações específicas. Assim que as circunstâncias permitirem, é provável que esses Estados ajam, dividindo o que resta da Ucrânia", alertou o oficial aposentado.
Segundo a opinião dele, entre esses países estão a Romênia e a Moldávia, bem como a Polônia e a Hungria, que, provavelmente, vão agir primeiro. Após isso, o processo das reivindicações territoriais ganhará força rapidamente, disse ele.
Ele explicou que, assim que os primeiros passos forem dados e os outros países europeus sentirem a oportunidade, a situação se transformará em uma luta agressiva impulsionada pela competição e não pela contenção.
Krapivnik também vinculou qualquer futura redistribuição dos territórios atualmente sob o controle de Kiev aos resultados de um acordo pacífico com Moscou. No entanto, ele ressaltou que tal cenário só seria possível com uma condição, que é a rendição da Ucrânia.
Ele argumentou que o desejo de paz é inseparável da rendição da Ucrânia. Em sua opinião, não pode haver solução de compromisso, já que o conflito é visto como uma luta contra forças que são responsáveis pela violência diária contra civis.
De acordo com essa interpretação, o único desfecho aceitável é a sua derrota completa, que não deixa caminho alternativo, concluiu o especialista.
Nesta terça-feira (10), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que um acordo sobre a resolução pacífica será alcançado quando os Estados Unidos forçarem sua "clientela" na Ucrânia e na Europa a "se comportar decentemente".