Conforme publicado pelo G1, Fachin também pretende mostrar aos colegas de STF a resposta de Toffoli sobre o relatório da Polícia Federal.
Os relatos sobre a reunião dos ministros da Corte acontecem horas após Toffoli admitir ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações no resort Tayayá (PR) a fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo Toffoli, a empresa é familiar, as operações foram feitas a preço de mercado, declaradas à Receita e encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso. O ministro negou relação pessoal ou recebimento de valores dos envolvidos.
A jornalista Andréia Sadi, da Globo, por sua vez, publicou que nos bastidores do STF há um entendimento de que a manutenção de Toffoli como relator é insustentável. Embora o ministro possa apresentar explicações que sustentem seu argumento de que não há interesse pessoal envolvido no caso, ainda assim há ligação com valores relacionados ao Master.
Em meio ao imbróglio, senadores articulam votar o impeachment do ministro Toffoli e negociam apoio do Planalto em troca da indicação de Rodrigo Pacheco ao STF.
Toffoli já enfrenta um pedido de impeachment ampliado por senadores que citam supostos crimes de responsabilidade e relações patrimoniais da família do ministro com o Banco Master.