Mídia: Motta empurra CPI do Banco Master para o fim da fila e esvazia pressão em ano eleitoral

© Foto / Lula Marques / Agência Brasil
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Hugo Motta esfriou a pressão pela CPI do Banco Master ao afirmar que seguirá a fila de 16 pedidos já protocolados e lembrar que, em 2025, não instalou nenhuma comissão — um recado claro de que não pretende abrir novas frentes de desgaste político em pleno ano eleitoral.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou que não pretende avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master neste momento, ao afirmar que seguirá a ordem cronológica dos 16 pedidos já protocolados. Como o requerimento apresentado por Rodrigo Rollemberg (PSB) é o único de 2026, ele ficou automaticamente no fim da fila, o que inviabiliza sua instalação imediata.
A declaração, revelada pelo Estado de S. Paulo, ocorreu em meio à pressão de parlamentares que defendem a abertura da investigação. Motta, porém, reforçou que não abrirá exceções ao rito e que a análise das CPIs obedecerá estritamente ao regimento interno da Casa.
Com isso, a avaliação predominante no Parlamento é que o pedido dificilmente avançará no curto prazo. O ambiente político, marcado por disputas internas e cálculos eleitorais, torna ainda menos provável que o presidente da Câmara decida acelerar a tramitação.
Motta também lembrou que, em 2025, optou por não instalar nenhuma CPI, reforçando o recado de que pretende manter a mesma postura em 2026.
Segundo o Brasil 247, a fala do presidente funciona como um movimento de contenção. Se por um lado reconhece a pressão, deixa evidente que não pretende permitir que o tema ganhe força em um ano eleitoral, quando muitos deputados calibram discursos e estratégias para suas bases.
Embora a instalação de CPIs dependa do clima político, a posição pública de Motta indica que a prioridade será evitar turbulências e manter o controle da agenda da Câmara, reduzindo as chances de que a CPI do Banco Master avance no horizonte próximo.


