Em nota assinada por todos os ministros do STF, os magistrados informaram que a decisão de sair do caso foi tomada por Toffoli e negaram qualquer suspeição ou impedimento para que ele continuasse na relatoria.
Contudo, o caso agora será devolvido ao presidente da Corte, Edson Fachin, que ficará responsável pela redistribuição dos atos.
"[Os ministros do STF] expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF (Polícia Federal) e PGR (Procuradoria-Geral da República)."
Nesta quinta-feira, Fachin convocou uma reunião com outros magistrados da Corte para apresentar o relatório da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master. Fachin também mostrou aos colegas de STF a resposta de Toffoli sobre o documento.
Conforme publicado pelo Globo, o relatório de cerca de 200 páginas mostra ligações telefônicas entre Vorcaro e Toffoli, um convite do ministro ao banqueiro para uma festa de aniversário e conversas do dono do Banco Master com outras pessoas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá.
Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações no resort a fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo o ministro, a empresa é familiar, as operações foram feitas a preço de mercado, declaradas à Receita e encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso.
O ministro negou relação pessoal ou recebimento de valores dos envolvidos.
Segundo apuração da TV Globo e da Globonews, ministros afirmaram que a reunião teve início tenso, mas que Toffoli cedeu ao longo da conversa sobre a saída da relatoria do caso como resposta à sociedade. A jornalistas após a reunião, o magistrado se limitou a dizer que o encontro foi "excelente".