O jornal salienta que Trump afirmou repetidamente que os países estrangeiros, e não os cidadãos norte-americanos, estavam pagando a conta por suas tarifas, mas, como os economistas previram, isso em grande parte não se confirmou.
Segundo o artigo, os economistas examinaram a incidência das tarifas e revelaram que, embora os importadores norte-americanos paguem inicialmente impostos de importação ao governo, frequentemente repassam esses custos aos clientes por meio de preços mais altos ou negociam contratos mais favoráveis com fornecedores.
"Trump e seus assessores afirmaram que o custo das tarifas seria suportado pelos fornecedores estrangeiros [...]. No entanto, embora os dados mostrem que os fornecedores estrangeiros reagem às tarifas reduzindo seus preços em alguns casos, pesquisas econômicas sugerem que essa não é a resposta mais comum", ressalta a publicação.
O estudo também revelou que, de janeiro de 2024 a novembro de 2025, a maior parte dos custos tarifários foi suportada pelas empresas e consumidores dos EUA.
Nesse contexto, é especificado que, somente nos primeiros oito meses de 2025, 94% da incidência tarifária recaiu sobre os Estados Unidos.
Portanto, o material conclui que, no geral, os preços dos bens importados pelos EUA aumentaram 11% devido às tarifas.
Anteriormente, a agência de notícias ABC News, citando um relatório da organização de pesquisa em política tributária Tax Foundation, relatou que, no ano passado, as tarifas impostas pelo presidente estadunidense, Donald Trump, representaram um custo médio de US$ 1.000 (R$ 5.250) para cada família norte-americana.
Segundo a publicação, se as tarifas atuais permanecerem, o custo para a família estadunidense média deverá aumentar para US$ 1.300 (R$ 6.800) em 2026.