O principal produto, esgotado em diversas lojas, não foi nenhuma fantasia. Por outro lado, as "doleiras", acessórios usados para guardar objetos pequenos como celulares, documentos, cartões e dinheiro, eram os mais procurados.
Comerciantes da região afirmam que o período é um dos mais aguardados do ano, ao lado do Natal e do Dia das Crianças.
Segundo lojistas ouvidos pela Sputnik Brasil, a procura por produtos carnavalescos começou semanas antes, mas ganhou força nos dias que antecedem a folia, impulsionada por consumidores que deixam as compras para a última hora.
"É bom, né, importante para dar um reforço no faturamento do mês", disse um vendedor que trabalha há mais de uma década na região.
De acordo com ele, acessórios como tiaras, brilhos, máscaras e tecidos coloridos são sempre procurados, mas as doleiras venderam "igual água".
Isso porque a preocupação tem sido em relação a furtos e roubos durante o período festivo, caracterizado por multidões em diversos pontos da cidade.
Segundo dados da Secretaria Estadual se Justiça de São Paulo, em 2025, foram 2.528 ocorrências de furtos ou roubos de celulares durante o Carnaval.
Festa no Brasil
O Carnaval é um dos motores econômicos do país, impulsionando tanto o comércio quanto o turismo em várias regiões do país, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o período festivo atual deve movimentar cerca de R$ 12,03 bilhões em receitas turísticas, com bares, restaurantes e serviços de transporte respondendo por mais de 80% desse total, e projeções municipais indicam que apenas o Carnaval de São Paulo pode injetar R$ 3,4 bilhões na economia local, com aumento de turistas e criação de dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos.