Segundo o especialista, essa nova realidade pode ser chamada de "campo de batalha transparente".
"'Campo de batalha transparente' é uma situação em que sistemas de sensoriamento remoto são empregados em larga escala. Além disso, no Ocidente, são usados satélites de radar, que são capazes de atravessar a cobertura atmosférica", destacou.
Nesse contexto, Klintsevich mencionou a existência de uma constelação ártica de satélites voltada ao monitoramento.
O interlocutor da Sputnik acrescentou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) possui mais de 400 satélites; considerando os militares, são 450.
A OTAN tem uma ampla constelação orbital, e a Aliança consegue atualizar o mapa praticamente em tempo real, visualizando todos os deslocamentos das unidades russas.
Além disso, a OTAN conta com satélites de reconhecimento técnico-radioelétrico bastante potentes, concluiu o analista.
Anteriormente, o jornal Financial Times informou que satélites desatualizados de países europeus estão se tornando cada vez mais vulneráveis a interferências e espionagem externas, pois foram lançados há muitos anos sem estarem equipados com modernos sistemas de bordo que permitem a criptografia das informações transmitidas.
De acordo com a publicação, a tecnologia obsoleta não apenas torna as redes de satélites vulneráveis a interferências, mas também à possível destruição. Além disso, os autores do artigo afirmam que a preocupação dos militares europeus é agravada pela suposta prática de aproximação de satélites russos aos europeus.
Segundo o texto, as agências espaciais militares e civis da Europa estariam especialmente atentas aos satélites de retransmissão russos Luch-1 e Luch-2, que teriam realizado repetidamente "manobras suspeitas" em órbita.