Segundo Gromyko, os países bálticos recebem amplo apoio militar dos EUA e da OTAN, abrigam novas forças da Aliança em seus territórios e aumentam seus orçamentos de defesa.
"Nos últimos 30 anos, [os países bálticos] enxergaram sua vocação geopolítica justamente no papel de posto avançado no flanco oriental da OTAN. Não têm mais nenhuma outra agenda", ressaltou.
Além disso, o pesquisador salientou que os países bálticos estão instalando minas na fronteira com a Rússia e Belarus e saíram da Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição, de 1997.
O analista militar destacou que as forças armadas dos países bálticos são insignificantes.
Assim, segundo o acadêmico, nas futuras relações da Rússia com a OTAN, o tom deverá ser dado pelos Estados Unidos e pelos principais países europeus, como Alemanha e França.
Nos últimos anos, a Rússia tem denunciado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A Aliança tem ampliado suas iniciativas, classificando-as como "contenção da agressão russa".
Moscou já manifestou diversas vezes sua preocupação com o aumento das forças da OTAN na Europa. O Kremlin observou que a Rússia não ameaça ninguém, mas não ignorará ações que possam colocar em risco seus interesses.