Siracusa salientou que a tarefa de Rubio agora é tentar racionalizar uma visão do mundo da administração do presidente estadunidense, Donald Trump, que, de fato, não existe.
"Embora a Casa Branca tenha começado declarando sua intenção de evitar conflitos de longo prazo, sua mudança de uma postura avessa ao risco para uma altamente imprevisível sugere uma direção mais perigosa e errática para a estabilidade global", ressaltou.
Segundo ele, Washington está usando disputas de política externa com nações como o Irã e a Venezuela como meios fáceis de impor soluções para o público interno, em vez de se envolver em uma estratégia global complexa.
Além disso, ele sublinhou que ao responder às críticas de Rubio às instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas, a tendência de se afastar dos organismos internacionais é uma velha história na política norte-americana.
Na ótica do especialista, ela ecoa a decisão do país de deixar a Liga das Nações após a Primeira Guerra Mundial.
Nesse contexto, ele destacou que, quanto à afirmação de Rubio de que os Estados Unidos estão preparados para agir de maneira unilateral, é difícil conciliá-la com o histórico de intervenções estadunidenses e subsequentes desestabilizações em regiões como o Oriente Médio e a América Latina.
Portanto, ele concluiu que isso sempre esteve em forte contraste com a retórica da cooperação internacional e da defesa coletiva.
No sábado (14), Rubio declarou que a ideia de um mundo sem fronteiras e de substituir os interesses nacionais por uma ordem global mostrou-se "tola". Segundo ele, as divergências entre os Estados Unidos e os países europeus são explicadas pela profunda preocupação de Washington com o futuro da Europa.