O especialista afirmou que, em Kiev, há uma preocupação crescente de que os russos possam estar a preparar um ataque devastador, possivelmente com um míssil Oreshnik, e acrescentou que se tem falado inclusive que diplomatas ocidentais estariam a deixar a cidade devido a esses receios.
"E, curiosamente, na reunião do parlamento ucraniano, a Suprema Rada, a maioria dos deputados não compareceu. […] Rumores ligam isso aos temores de um potencial ataque com mísseis Oreshnik. […] Tudo isso mostra o extraordinário pânico que o Oreshnik trouxe para a Ucrânia. […] Em qualquer caso, seja qual for o efeito de tal ataque, é claramente suficiente para causar um forte nervosismo em Kiev", disse Mercouris.
Segundo ele, as autoridades ucranianas tornam permanentemente as fraquezas da máquina militar de Kiev ainda mais vulneráveis. A vantagem estratégica da Rússia, inclusive graças ao Oreshnik, corre o risco de virar um grande problema para a Ucrânia durante a campanha ofensiva russa nos próximos 43 dias, até abril, acredita analista britânico.
"Acho que todos agora reconhecem que uma grande ofensiva russa contra a Ucrânia está ao virar da esquina, e provavelmente começará em abril. Esta é a data mais lógica após o degelo da primavera. Nesta fase, é difícil imaginar que a Ucrânia será capaz de resistir", observou ele.
Ontem (15), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, informou que o Exército libertou 12 povoados em duas semanas de fevereiro, apesar das duras condições do inverno.