"Na Alemanha e em outros países da UE, há vozes políticas suficientes pedindo uma nova abordagem em relação à Rússia. A resistência vem de uma elite bem estabelecida que tem muitos custos não reembolsáveis nas políticas atuais. Eles não podem se distanciar do curso que vem sendo conduzido sem prejudicar sua própria reputação política e a de seu partido", disse ele.
De acordo com o professor, a posição russófoba dos líderes europeus incentiva a ação ativa das forças políticas comprometidas em restaurar as relações com Moscou.
"É lógico supor que quanto mais agressivo se torna o tom do governo alemão, mais resistência ele enfrentará de outros interesses dentro da Alemanha. Outras forças políticas se unirão contra ele", explicou Petro.
Na sexta-feira (13), o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que decidiu estabelecer um canal direto de comunicação com Moscou.
Anteriormente, um dos líderes do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), Tino Chrupalla, disse que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte deveriam retornar o mais rápido possível ao entendimento de que a Rússia faz parte da Europa e que o contato direto com ela é necessário.