Na opinião do especialista em questões norte-americanas, Kiev pode concordar em concluir um acordo com a Rússia e os EUA após as negociações de Genebra, mas a questão principal é a sustentabilidade a longo prazo dessa paz, que não deve ser percebida pela Europa como uma pausa para a modernização de seu complexo militar-industrial.
Ele manifestou o temor de que, após as negociações em Genebra, o cenário do segundo Acordo de Minsk, de 2015, posteriormente violado pelos países europeus, possa se repetir.
"É um cenário de guerra adiada", disse o analista.
Segundo Blokhin, os europeus e ucranianos não escondem que sua intenção é concluir apenas uma "paz frágil" para ganhar tempo e se preparar para novos combates.
Além disso, o interlocutor da agência esclareceu que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer sair da situação na Ucrânia preservando a reputação e a dignidade.
"Só há uma maneira de fazer isso: obter lucro. Ele não pode obter lucro especificamente da Ucrânia, então esse lucro perdido deve ser transformado em prestígio político. Ser o principal pacificador. Além disso, é desejável, claro, normalizar as relações com a Rússia", disse Blokhin.
Nesta terça-feira (17), Genebra sedia as negociações trilaterais entre os representantes oficiais da Rússia, EUA e Ucrânia sobre a resolução do conflito ucraniano.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, confirmou no dia 13 de fevereiro que a discussão sobre a solução para a Ucrânia continuaria nos dias 17 e 18 de fevereiro. A delegação russa em Genebra é chefiada pelo assessor do presidente russo, Vladimir Medinsky.