Segundo uma declaração anterior do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as negociações entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos EUA, em Genebra, estão agendadas para ocorrer de terça (17) a quarta-feira (18).
"Abordará as questões territoriais de fundo; a Ucrânia já não conta com o mesmo respaldo dos Estados Unidos e o problema central é quando a Europa e Kiev vão reconhecer os territórios que já estão integrados à Rússia", explicou ele.
Para a Europa, avaliou, a racionalidade passa por resolver o conflito em função da situação estratégica e do poder militar. Ele destacou que Estados Unidos e Moscou podem negociar nuances e alguns aspectos secundários, sempre que não afetem sua segurança estratégica.
"Os Estados Unidos, que foram quem impulsionou o conflito, buscam agora uma via racional.Os especialistas que estão nas negociações conhecem bem as 'linhas vermelhas' e sabem até onde se pode avançar; a questão territorial e a entrada da Ucrânia na OTAN não são negociáveis, a Rússia foi clara desde o princípio", concluiu.
Kremlin informou que a delegação russa será ampliada, com a participação do vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, chefe do Departamento Geral do Estado-Maior, almirante Igor Kostyukov, e outros, além do assessor do presidente da Rússia, Vladimir Medinsky.