A publicação destaca que, naquela época, Temasek funcionava como um importante entreposto que conectava rotas comerciais regionais e de longo curso.
Prato pequeno de porcelana azul e branca com uma fênix no centro e faixa decorativa de crisântemos na borda.
"Entre 2016 e 2019, os arqueólogos recuperaram cerca de 3,5 toneladas de cerâmica do fundo do mar. A maior parte do material consiste em fragmentos quebrados, mas a equipe também resgatou um pequeno número de peças intactas ou quase intactas", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o carregamento inclui cerca de 136 kg de porcelana azul e branca de Jingdezhen, a maior quantidade já encontrada em um naufrágio documentado.
Além disso, foram encontrados celadon de Longquan, cerâmica qingbai, cerâmica branca de Dehua, cerâmica verde dos fornos de Fujian e jarros de grés marrom de Cizao.
A análise dos estilos decorativos, das origens dos fornos e das histórias de produção data a última viagem do navio em meados do século XIV, durante a dinastia Yuan.
Isso é evidenciado por motivos como patos-mandarins em lagos de lótus, produzidos durante um breve período antes da agitação política.
A carga e os padrões de comércio regional indicam que a embarcação era um junco chinês carregado em Quanzhou, transportando louças de luxo e jarros de armazenamento para mercadorias a granel.
Garrafa intacta com gargalo flangeado durante o processo de limpeza.
As cerâmicas correspondem a fragmentos encontrados em sítios arqueológicos em Singapura, com travessas de menos de 35 centímetros, o que sugere um destino em Temasek, e não no Oceano Índico.
Esse carregamento singular fornece uma referência com data precisa para as mercadorias comerciais da dinastia Yuan no Sudeste Asiático.
Por fim, o artigo conclui que as várias toneladas de cerâmicas de alta qualidade encontradas nos destroços confirmam que Singapura, antes da colonização, era um porto ativo integrado às redes regionais, e não uma simples vila de pescadores.