https://noticiabrasil.net.br/20260218/como-se-manifesta-a-solidariedade-internacional-com-cuba-diante-da-pressao-dos-eua-48097755.html
Como se manifesta a solidariedade internacional com Cuba diante da pressão dos EUA?
Como se manifesta a solidariedade internacional com Cuba diante da pressão dos EUA?
Sputnik Brasil
Diante de uma situação cada vez mais crítica, em consequência do bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de combustível a Cuba, diversos países... 18.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-18T05:49-0300
2026-02-18T05:49-0300
2026-02-18T05:49-0300
panorama internacional
américas
cuba
américa latina
eua
análise
petróleo e gás
petróleo
bloqueio
ajuda humanitária
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/02/12/48097191_0:32:3072:1760_1920x0_80_0_0_c4c8fd06f7c416587dc7a8ba60fbb98b.jpg
É o caso da Rússia, aliada histórica de Cuba, que denunciou como essas ações de forças externas buscam exacerbar a crise energética na nação caribenha, com o objetivo, entre outros, de gerar descontentamento na população e desconforto entre cidadãos estrangeiros.O professor Yosmany Fernández Pacheco, do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García (ISRI), declarou à Sputnik que o fortalecimento e o aprofundamento das relações entre Moscou e Havana estão se tornando cada vez mais evidentes: "É um laço que resistiu ao teste do tempo e das circunstâncias".O acadêmico observou que, dada a difícil situação atual sob as novas sanções e a ofensiva de Washington, a Rússia "demonstrou seu apoio à ilha e condenou essas medidas".Paralelamente, uma coalizão internacional de movimentos sociais, sindicatos e organizações humanitárias anunciou recentemente o lançamento de uma missão marítima, chamada Nossa América, para entregar alimentos, medicamentos e suprimentos necessários no contexto atual a Cuba.Durante um pronunciamento à nação, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que "Cuba não está sozinha", aludindo aos governos e entidades estrangeiras que manifestaram interesse em ajudar a ilha caribenha.Cooperação latino-americana com a ilhaNo dia 12 de fevereiro, dois navios mexicanos chegaram a Havana carregando ajuda humanitária, composta por 814 toneladas de alimentos e outros suprimentos. Segundo o Ministério do Comércio Interno de Cuba, a ajuda será distribuída à população da capital e das províncias de Artemisa, Mayabeque e do município especial de Isla de la Juventud.De acordo com o professor universitário Fabio Fernández, a ajuda enviada pela nação latino-americana, em um contexto difícil para a ilha, "reflete a vontade soberana daquele país de manter seus laços de cooperação, não tanto com o governo, mas com o próprio povo cubano, diante de uma crise humanitária".Contudo, ele observou que os laços entre o México e Cuba são muito importantes, visto que "uma convergência cultural se desenvolveu entre essas duas áreas geográficas desde os tempos coloniais, que posteriormente deu lugar a uma relação estatal marcada por harmonia e proximidade, mesmo dentro da estrutura de diferenças ideológicas e políticas".Ele acrescentou que existe uma relação cordial entre os governos dos dois países praticamente desde a década de 1970; apesar das diferenças, "chegamos a um ponto em que o México se tornou um importante apoio para a ilha, especialmente no fornecimento de petróleo, um tema candente agora em relação à continuidade desse fornecimento".Por sua vez, o presidente chileno, Gabriel Boric, defendeu a entrega de ajuda humanitária a Havana — que está prevista para ser canalizada através do Fundo Chileno de Combate à Fome e à Pobreza — e descreveu o bloqueio dos EUA como criminoso, desumano e um ataque aos direitos humanos da população.Além disso, trabalhadores do setor petrolífero e movimentos sociais no Brasil estão promovendo uma campanha chamada "Petróleo para Cuba", que visa pressionar o governo brasileiro e a Petrobras a enviarem hidrocarbonetos para Cuba.Compromisso com o multilateralismoSegundo o pesquisador do Centro de Pesquisa de Política Internacional (CIPI) Eduardo Regalado Florido, a decisão do presidente chinês Xi Jinping de aprovar novas rodadas de ajuda emergencial em 2026, em um contexto de intensificação das sanções dos EUA contra Cuba, reafirma a autonomia de sua política externa e seu compromisso com o multilateralismo.Em conversa com este veículo de comunicação, o especialista valorizou o fato de que essa ação projeta o gigante asiático não apenas como uma potência econômica, mas como um contrapeso geopolítico que desafia a eficácia de medidas coercitivas unilaterais.A este respeito, ele salientou que, ao apoiar a viabilidade econômica de Cuba, Pequim "envia um sinal claro sobre sua disposição de proteger seus parceiros estratégicos no Caribe, consolidando uma esfera de influência baseada na cooperação e no respeito à soberania, em contraste com as políticas de pressão diplomática de Washington".Segundo o acadêmico, em nível regional, o apoio a Cuba faz parte da Iniciativa de Segurança Global e da Iniciativa de Desenvolvimento Global, onde o gigante asiático se posiciona como líder do Sul Global, defensor do direito das nações de escolherem seu próprio sistema político.Ele mencionou que a narrativa de um futuro compartilhado entre a ilha e a China tem exemplos concretos, como a criação de empresas conjuntas de biotecnologia, a modernização da infraestrutura de telecomunicações e o estabelecimento de protocolos compartilhados de segurança cibernética — compromissos protegidos por acordos intergovernamentais de longo prazo.Em sua opinião, a cooperação com o gigante asiático funciona como um mecanismo direto de mitigação dos efeitos do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e sua intensificação nas últimas semanas, ao facilitar o acesso a recursos indisponíveis em outros mercados."Diante da impossibilidade de utilizar o sistema financeiro internacional convencional, Cuba encontra nos empréstimos e doações emergenciais do governo chinês uma forma de importar tecnologia médica, equipamentos de transporte e componentes industriais essenciais", acrescentou o especialista, que também possui mestrado em Economia Internacional.Ele destacou o apoio diplomático de Pequim nas Nações Unidas (ONU) na exigência do fim dessa política, complementado por iniciativas concretas que rompem o bloqueio econômico e permitem que Cuba mantenha suas operações básicas apesar das pressões externas — "apoio vital para impedir a inclusão do país na lista de 'Estados patrocinadores do terrorismo'".O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a situação humanitária da ilha, que, em sua opinião, se agravará ou entrará em colapso se suas necessidades de petróleo não forem atendidas, e enfatizou a importância da continuidade do diálogo e do respeito ao direito internacional.
https://noticiabrasil.net.br/20260217/receio-da-oposicao-faz-planalto-hesitar-em-ajudar-cuba-de-forma-pratica-aponta-analista-videos-48038404.html
https://noticiabrasil.net.br/20260217/mexico-anuncia-que-continuara-envio-de-ajuda-alimentar-a-cuba-em-meio-a-bloqueio-dos-eua-48080890.html
https://noticiabrasil.net.br/20260216/espanha-destinara-ajuda-humanitaria-para-cuba-atraves-da-onu-48061517.html
https://noticiabrasil.net.br/20260213/acoes-dos-eua-contra-cuba-sao-ilimitadas-devido-a-inacao-da-onu-diz-economista-47971896.html
cuba
américa latina
méxico
havana
washington
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/02/12/48097191_267:0:2998:2048_1920x0_80_0_0_817f01da5e7885fc94002e954217b92f.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
américas, cuba, américa latina, eua, análise, petróleo e gás, petróleo, bloqueio, ajuda humanitária, rússia, brics, méxico, claudia sheinbaum, gabriel boric, havana, washington, onu, petrobras
américas, cuba, américa latina, eua, análise, petróleo e gás, petróleo, bloqueio, ajuda humanitária, rússia, brics, méxico, claudia sheinbaum, gabriel boric, havana, washington, onu, petrobras
Como se manifesta a solidariedade internacional com Cuba diante da pressão dos EUA?
Diante de uma situação cada vez mais crítica, em consequência do bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de combustível a Cuba, diversos países, instituições, empresas e governos estão organizando o envio de ajuda humanitária à ilha.
É o caso da Rússia,
aliada histórica de Cuba, que denunciou como essas
ações de forças externas buscam exacerbar a crise energética na nação caribenha, com o objetivo, entre outros, de gerar descontentamento na população e desconforto entre cidadãos estrangeiros.
O professor Yosmany Fernández Pacheco, do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García (ISRI), declarou à Sputnik que o fortalecimento e o aprofundamento das relações entre Moscou e Havana
estão se tornando cada vez mais evidentes: "É um laço que
resistiu ao teste do tempo e das circunstâncias".
"Esses são laços estratégicos para ambas as nações, independentemente do momento histórico. Ambos os países defendem relações independentes, baseadas na liberdade, sem imposições estrangeiras e dentro de uma estrutura de colaboração. Essa relação vai além das trocas entre governos e se estabelece entre povos e famílias", acrescentou.
O acadêmico observou que, dada a difícil situação atual sob as
novas sanções e a ofensiva de Washington, a Rússia "
demonstrou seu apoio à ilha e condenou essas medidas".
Paralelamente, uma coalizão internacional de movimentos sociais, sindicatos e organizações humanitárias anunciou recentemente o
lançamento de uma missão marítima, chamada Nossa América, para entregar alimentos, medicamentos e
suprimentos necessários no contexto atual a Cuba.
Durante um pronunciamento à nação, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que "
Cuba não está sozinha", aludindo aos governos e entidades estrangeiras que
manifestaram interesse em ajudar a ilha caribenha.
Cooperação latino-americana com a ilha
No dia 12 de fevereiro, dois navios mexicanos chegaram a Havana carregando ajuda humanitária,
composta por 814 toneladas de alimentos e outros suprimentos. Segundo o Ministério do Comércio Interno de Cuba, a ajuda será
distribuída à população da capital e das províncias de Artemisa, Mayabeque e do município especial de Isla de la Juventud.
De acordo com o professor universitário Fabio Fernández, a ajuda enviada pela nação latino-americana, em um contexto difícil para a ilha, "reflete a vontade soberana daquele país de manter seus laços de cooperação, não tanto com o governo, mas com o próprio povo cubano, diante de uma crise humanitária".
"Acho isso muito valioso e corajoso, porque há forte pressão de Washington contra o México, da direita contra o governo de Claudia Sheinbaum e até mesmo de pessoas que podem ser de esquerda, mas temem que a política excessivamente amigável da presidente em relação a Cuba possa ter consequências negativas para a relação muito próxima que o país mantém com os EUA", disse ele à Sputnik.
Contudo, ele observou que os laços entre o México e Cuba são muito importantes, visto que "uma
convergência cultural se desenvolveu entre essas duas áreas geográficas desde os tempos coloniais, que posteriormente deu lugar a uma
relação estatal marcada por harmonia e proximidade, mesmo dentro da estrutura de diferenças ideológicas e políticas".
Ele acrescentou que existe uma relação cordial entre os governos dos dois países praticamente desde a década de 1970; apesar das diferenças, "chegamos a um ponto em que o México se tornou um importante apoio para a ilha, especialmente no fornecimento de petróleo, um tema candente agora em relação à continuidade desse fornecimento".
Por sua vez, o
presidente chileno, Gabriel Boric, defendeu a entrega de ajuda humanitária a Havana — que está prevista para ser canalizada através do Fundo Chileno de Combate à Fome e à Pobreza — e descreveu o bloqueio dos EUA como criminoso, desumano e um ataque aos direitos humanos da população.
Além disso, trabalhadores do setor petrolífero e movimentos sociais no Brasil estão
promovendo uma campanha chamada "Petróleo para Cuba", que visa pressionar o
governo brasileiro e a Petrobras a enviarem hidrocarbonetos para Cuba.
Compromisso com o multilateralismo
Segundo o pesquisador do Centro de Pesquisa de Política Internacional (CIPI) Eduardo Regalado Florido, a decisão do presidente chinês Xi Jinping de aprovar
novas rodadas de ajuda emergencial em 2026, em um contexto de intensificação das sanções dos EUA contra Cuba,
reafirma a autonomia de sua política externa e seu compromisso com o multilateralismo.
Em conversa com este veículo de comunicação, o especialista valorizou o fato de que essa ação projeta o gigante asiático não apenas como uma potência econômica, mas como um contrapeso geopolítico que desafia a eficácia de medidas coercitivas unilaterais.
A este respeito, ele salientou que, ao apoiar a viabilidade econômica de Cuba, Pequim "envia um
sinal claro sobre sua
disposição de proteger seus parceiros estratégicos no Caribe, consolidando uma esfera de influência baseada na cooperação e no respeito à soberania, em contraste com as políticas de pressão diplomática de Washington".
Segundo o acadêmico, em nível regional, o apoio a Cuba faz parte da Iniciativa de Segurança Global e da Iniciativa de Desenvolvimento Global, onde o gigante asiático se posiciona como
líder do Sul Global, defensor do direito das nações de
escolherem seu próprio sistema político.
"As implicações geopolíticas incluem o fortalecimento da posição de Havana em fóruns internacionais e sua integração como país parceiro do BRICS, processo no qual o apoio chinês foi fundamental. Essa aliança estratégica serve como modelo de resistência ao unilateralismo e garante espaço para manobras diplomáticas externas ao governo cubano", afirmou.
Ele mencionou que a narrativa de um
futuro compartilhado entre a ilha e a China tem exemplos concretos, como a criação de empresas conjuntas de biotecnologia, a modernização da infraestrutura de telecomunicações e o estabelecimento de protocolos compartilhados de segurança cibernética —
compromissos protegidos por acordos intergovernamentais de longo prazo.
Em sua opinião, a cooperação com o gigante asiático funciona como um mecanismo direto de mitigação dos efeitos do
bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e sua intensificação nas últimas semanas, ao facilitar o acesso a recursos indisponíveis em outros mercados.
"Diante da impossibilidade de utilizar o sistema financeiro internacional convencional, Cuba encontra nos empréstimos e doações emergenciais do governo chinês uma forma de importar tecnologia médica, equipamentos de transporte e componentes industriais essenciais", acrescentou o especialista, que também possui mestrado em Economia Internacional.
Ele destacou o apoio diplomático de Pequim nas Nações Unidas (ONU) na
exigência do fim dessa política, complementado por iniciativas concretas que rompem o
bloqueio econômico e permitem que Cuba mantenha suas operações básicas apesar das pressões externas — "apoio vital para impedir a inclusão do país na lista de 'Estados patrocinadores do terrorismo'".
"A relação entre os dois países está se tornando um pilar da resiliência nacional, permitindo que o país mantenha seus programas sociais e infraestrutura estratégica em um ambiente de estrangulamento financeiro", concluiu.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a situação humanitária da ilha, que, em sua opinião, se agravará ou entrará em colapso se suas necessidades de petróleo não forem atendidas, e enfatizou a
importância da continuidade do diálogo e do
respeito ao direito internacional.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).