O pedido de arquivamento foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por entender que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada.
A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump.
Zambelli está presa em regime fechado na capital italiana, Roma, desde julho do ano passado, após fugir de cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo STF.
Caso seja extraditada para o Brasil, Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, de segurança média, segundo despacho do ministro Alexandre de Moraes divulgado em dezembro passado.
Zambelli foi condenada pelo STF duas vezes: por haver contratado um hacker para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
A ex-parlamentar fugiu do Brasil dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação e ser determinado o cumprimento da pena, de dez anos de prisão. Ela foi encontrada na Itália pelas autoridades, após ser incluída como foragida na lista da Interpol.
A ex-deputada perdeu o mandato por determinação do Supremo, mesmo depois do plenário da Câmara ter aprovado a permanência dela no cargo, pois parlamentares condenados ao regime fechado por tempo prolongado devem perder seus mandatos automaticamente.
Na segunda condenação, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de pagamento de multa correspondente a 400 salários-mínimos vigentes à época dos fatos (2022), com devida atualização monetária.