"Dada a situação instável na região e a movimentação e o acúmulo persistentes de equipamentos e recursos militares pelos Estados Unidos, tal declaração beligerante do presidente americano não deve ser tratada como mera retórica; ela sinaliza um risco real de agressão militar, cujas consequências seriam catastróficas para a região e constituiriam uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais", diz a carta.
A carta enfatizou que o Irã nunca buscou tensões e guerras e não iniciaria uma guerra. O governo iraniano diz, porém, que caso "a República Islâmica do Irã seja alvo de agressão militar, responderá de forma decisiva e proporcional, exercendo seu direito inerente de autodefesa, conforme o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas".
Nessas circunstâncias, também de acordo com o documento "todas as bases, instalações e ativos da força hostil" na região constituirão alvos legítimos no contexto da resposta defensiva do Irã. Sendo assim, Os Estados Unidos assumirão total e direta responsabilidade por quaisquer consequências incontroláveis e imprevisíveis, reforça a carta.
Além disso, no documento, Teerã afirma que o Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU devem agir antes que seja tarde. Na carta, é enfatizado que o órgão não deve permitir ameaças de uso da força ou normalizar ações agressivas como normas políticas.